Entenda a Importância da Medicina Integrativa nos Hospitais

Para entendermos melhor o que significa a Medicina Integrativa, é preciso que voltemos um pouco no tempo.

A evolução da medicina pode ser descrita em fases bastante distintas. Nos primórdios, o conceito baseava-se numa visão Mágico-religiosa da saúde, a qual era obtida por meio dos serviços de um xamã.

Por volta de 3.000 a.C., surge o conceito de medicina Empírico-racional, segundo a qual a cura para as doenças viriam do equilíbrio entre os humores corporais.

Sob a influência de Renê Descartes (já no séc. XVI), o pensamento era o de que a cura para as doenças poderia ser “facilmente” obtida pelo simples ajuste da chamada “engrenagem humana”, que não dependeria de nenhum fator externo e, muito menos, subjetivo.

Mas foi com o surgimento da Biomédica (no Brasil em 1966) que um conceito novo de medicina foi implementado. Segundo ele, o fundamental era investigar os micro-organismos patológicos, por meio de uma anamnese e de exames, a fim de que se pudesse descobrir drogas capazes de inibir e combater as suas influências perniciosas no organismo.

No entanto, com a chegada do ano 2000, um movimento passou a investigar a possibilidade de se “integrar” as diversas especialidades médicas (inclusive a medicina alternativa), para que, juntamente com a biomédica, passassem a fazer parte de uma nova possibilidade terapêutica, que incluiria técnicas homeopáticas, holísticas, transcendentais, espirituais, entre outras. Um dos primeiros hospitais a integrar este tipo de medicina foi o Hospital Israelita Albert Einstein.

E foi desse esforço que nasceu a chamada “Medicina Integrativa”.

Os fundamentos da Medicina Integrativa?

A MI pode também ser encarada como uma forma de enxergar o ser humano em toda a sua integralidade. Ou seja, em suas dimensões física, mental, espiritual, sexual, política, econômica, social. Enfim: leva em consideração tudo aquilo que, de alguma forma, possa resultar no desequilíbrio do ser.

Isso não significa, exatamente, o abandono da medicina convencional, mas apenas entender que, enquanto esta busca investigar as causas de uma patologia (e combatê-las), a MI costuma ter uma ação mais abrangente, o que pode significar, até mesmo, tentar impedir que essas causas aconteçam.

Por exemplo, ao invés de apenas descobrir a fonte de um estresse (medo, excesso de trabalho, problemas familiares, entre outras) e combatê-la com sugestões de mudança de hábitos e medicamentos, a Medicina Integrativa poderá, por exemplo, ir mais fundo.

Ela tentará identificar perfis profissionais, ambientes nos quais um indivíduo melhor se adapte, o grau de importância da religião em sua vida, entre várias outras formas de evitar que essas causas ocorram.

Trata-se de uma forma de unir várias especialidades e ramos da atividade humana, como: psicologia, clínica geral, psiquiatria, medicina alternativa, homeopatia, espiritualidade, além de várias outros, que possam, juntos, revelar a essência de um indivíduo e, por conseguinte, oferecer ferramentas que o ajudem a ser mais produtivo, útil, saudável e feliz.

Quais as características da Medicina Integrativa

  • Ajuda a evitar os transtornos dos efeitos colaterais. Técnicas como: acupuntura, Do-in, eletroacupuntura, entre outras técnicas de automassagens, podem ser recomendadas para o alívio dos efeitos colaterais de medicamentos, tratamentos para o câncer, radioterapia, entre outros procedimentos semelhantes;

  • Prescreve técnicas de relaxamento, como: meditação, respiração, auto hipnose; tudo isso com objetivo de combater o medo que antecede um procedimento cirúrgico ou preparar o indivíduo para o mesmo;

  • Ressalta a importância da relação de confiança entre médico e paciente, pois, mais do que alguém que apenas receita um medicamento, o profissional deve levar em consideração os desejos, medos e preferências do paciente com relação a um tratamento;

  • A nutrição é parte essencial de qualquer tratamento. Na Medicina Integrativa, ela ganha um status de protagonista no tratamento dos mais diversos distúrbios;

  • Nesse conceito, um plano de tratamento leva em consideração o gênero, idade, classe social, realidade racial, religiosa, cultural, econômica, entre outras variáveis;

  • Questões ambientais passam a fazer parte das preocupações dos profissionais de saúde. Estes serão, agora, agentes estimuladores de práticas sustentáveis, as quais, como se sabe, são iniciativas capazes de influenciar diretamente na saúde pública;

  • Todos os profissionais de saúde e todas as disciplinas são levadas em consideração durante a elaboração de um tratamento, já que uma doença pode ser o resultado de fatores emocionais, genéticos, espirituais, econômicos, sexuais, geriátricos, nutricionais, orgânicos, entre outros.

A Medicina Integrativa enxerga a totalidade dos indivíduos e dos seres como um sistema, onde o meu comportamento pode ser fonte de estresse e doenças para o outro. Mas, qual a sua opinião sobre essa visão da medicina? Responda por meio de um comentário, logo abaixo. E continue acompanhando, divulgando, discutindo, questionando e compartilhando as nossas publicações.

Referências Bibliográficas:
http://www.fenag.org.br/images/apresentacao-enagecef.pdf
https://biomercadobrasil.com.br/medicina-integrativa-conheca/
http://www.scielo.br/pdf/csc/v16n3/16.pdf
http://apps.einstein.br/revista/arquivos/PDF/1766-EC_V8_N3_pg148-50.pdf
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/entrevista-voce-sabe-o-que-e-medicina-integrativa-/410/8/